Reviravoltas no jogo.
É uma frase
utilizada de forma liberal no mundo da televisão para descrever um
episódio ou momento épico, mas quando se trata do suspense no final da
terceira temporada de “The Vampire Diaries”, não há outra palavra que
venha à mente para descrever o ousado episódio final, você adivinhou,
reviravoltas no jogo. Ao transformar Elena (Nina Dobrev) em uma vampira,
TVD atingiu a tecla de reiniciar da maioria de seus personagens,
relacionamentos e mitologias, e mal podemos esperar para ver onde a
série CW vai depois.
Nós conversamos
com Julie Plec durante a abertura do ATX TV Festival em Austin, Texas,
para debater sobre a decisão de transformar Elena em uma vampira e como
nossa heroína será como uma criatura da noite (Alerta de Spoiler: Buffy
& Sydney Bristow pode ter alguma concorrência!) E mais, será que
Damon (Ian Somerhalder) nunca irá ouvir as palavras “eu te amo” até o
final da série? Descubra…
Acho que a
maioria dos espectadores ficaram surpresos quando vocês tomaram a
decisão de transformar Elena em uma vampira na terceira temporada, e não
no final da série. Quando vocês tomaram essa decisão? Foi uma decisão
difícil?
Quando nos
encontramos pela primeira vez na CW, quando começamos a série, nós
estávamos falando sobre os livros e sobre como há muitos livros, e eu
acho que nós falamos: ‘Ah, a propósito, no final do segundo livro, ela é
uma vampira’. E eles ficaram tipo: ‘Vocês vão fazer isso?’ Nós ficamos
tipo: ‘Bem, nós chegaremos a isso, eventualmente. Talvez na quarta ou
quinta temporada”. E assim, sempre soubemos que isso fazia parte da
jornada. Por mais que eu fale que devemos nos desviar dos livros a
apenas usá-los como um ponto de partida, mas nós honestamente gostamos
de tentar encontrar o nosso caminho de volta para os momentos
fundamentais da série de livros, porque há um mundo de histórias lá,
então, porque não? Em um momento, tínhamos planejado que iria acontecer
no final da segunda temporada. Quando iniciamos a segunda temporada,
tínhamos isso em mente, você sabe, isso poderia realmente ter acontecido
lá, mas nós não queríamos, porque sentíamos que era muito cedo, mas nós
meio que tínhamos isso em mente. Então, sabiamos que tinha que ser
nesse ano, desde o começo sabiamos que para onde estávamos indo nós
chegaríamos lá, isso nos deu a oportunidade de tratar a segunda metade
da terceira temporada como se fosse o final da série.
De certa forma, parece uma reinicialização da série, que é bem legal.
De certa forma,
quando retornarmos vamos estar começando uma nova história. Mesmo mundo,
mesmos personagens, mesmos sentimentos, tudo mesmo, mas para a nossa
ingênua heroína, será um recomeço. É um começo para ela, e foi
emocionante por que sabiamos que faríamos isso, sendo assim, tudo o que
fizemos durante o ano foi direcionando a isso. Ela é uma garota que
perdeu os pais, e que vai lamentar por ter se tornado essa pessoa, e vai
se perguntar se seus pais sentiriam vergonha dela. Esta é uma garota
que está tentando prender uma amizade que a faz lembrar de quando ela
era humana. E tudo isso, as coisas na Ponte Wickery, tudo estava
direcionado para que no final ela saísse da ponte novamente. E então,
quando começarmos a quarta temporada, tudo vai parecer novo e assim,
vamos ter uma grande sensação que estamos no início da primeira
temporada, onde tudo gira em torno de uma garota que tem um segredo e é
um devir, uma transição. Temos que começar a quarta temporada bem
intima, inteligente, direcionada ao personagem principal e seguir em
frente.
Na sua
mitologia, quando uma pessoa se transforma em vampiro, a sua
característica predominante como ser humano é amplificada. Vocês já
sabem qual característica de Elena será destacada depois da transição?
Sim, e isso é uma
das coisas que mais trabalhamos neste ano. Quando Elijah (Daniel
Gillies) disse: ‘Sua compaixão é o seu maior presente’, isso foi dito
como um lembrete sobre quem está menina realmente é. Sua compaixão é o
seu maior presente, é o seu calcanhar de Aquiles. Ela é extremamente
leal, extremamente protetora, e muito, muito compassiva com aqueles ao
seu redor em que ela consegue ver o bom e o mal. Quando tudo foi
amplificado, vai torná-la, eu espero, uma garota malvada, você sabe?
Bem, eu imagino que Elena sempre esteve disposta a levantar e lutar por
seu irmão e por seus amigos como uma humana – imagine agora com
habilidades sobrenaturais. Então, de uma forma divertida, é como se
fosse o nascimento de uma heroína sobrenatural e com Buffy sendo o belo
alicerce para o personagem Sydney Bristow em Alias, é um mundo
totalmente novo para explorar, por isso estamos muito animados com isso.
Nós livros,
Elena como uma humana sempre teve um lado escuro que nunca foi
realmente explorado. Você já considerou a possibilidade de explorar o
lado mais sombrio de Elena antes de transformar ela em uma vampira?
Acho que a
dificuldade estava nos livros, com a tentativa de ser respeitosa, Elena
ficou meio egoísta e nós já sentíamos as características que queríamos
em nossa heroína. Nós meio que abandonamos aquele complexo de abelha
rainha popular que de várias maneiras definia Elena no início dos
livros. Esse lado negro de Elena, assim dito, é realmente a sua
profunda, profunda, profunda conexão com outras pessoas, sejam elas boas
ou ruins. Portanto, agora que as coisas serão intensificadas, é sua
ligação com coisas escuras e pessoas escuras que vai florescer ou ela
ainda será a heroína infalível? Eu acho que um pouco de sofrimento pode
balançar um pouco uma pessoa, então quem sabe o que ela pode passar como
uma vampira.
Obviamente,
temos que perguntar sobre a escolha de Elena entre Damon e Stefan no
final da temporada.Várias promocionais do final foram centradas na
decisão de Elena entre os dois irmãos, por isso você estava tão nervosa
sobre qual seria a reação dos fãs quando o episódio fosse ao ar?
Muitas das coisas
que eu disse sobre o final para a imprensa foi tipo: ‘Elena precisa
decidir o que ela quer e quem ela quer estar neste momento de sua vida,
ela não pode ter dois caras ao mesmo tempo, mesmo que egoistamente de
sua maneira, ela estava com medo de perder um deles’. Era isso que
estava conduzindo ela, tipo: ‘Eu não quero perder outra pessoa em minha
vida’, mas ela não poderia amar os dois como a Katherine disse. Eu acho
que na série não há problema em amar os dois, mas neste momento da
série, existiam assuntos inacabados entre os dois e ela precisava
assumir uma posição e ter um ponto de vista sobre isso. Eu acho que a
única coisa que queríamos era dar a ela uma última escolha como humana e
para torná-la forte neste momento como humana. Ela não é mais humana,
então como isso irá mudá-la e o que vai acontecer com o relacionamento
dela com todos na sua vida? E assim, ela abre ainda mais a porta ao
invés de fechá-la.
Enquanto
assistia a série, não pude deixar de notar que, apesar do fato de que
Damon é tão desesperado pelo amor e como a busca por ela o definiu,
ninguém nunca disse “eu te amo” para ele. É uma decisão consciente que
os escritores fizeram?
Alguém comentou,
que na verdade, as palavras ‘eu te amo’ nunca foram ditas para Damon,
isso não foi intencional, mas nunca senti que isso fosse algo que o
Stefan (Paul Wesley) diria. Irmãos demonstram seu amor, elas não contam
seu amor. Acho que Stefan ama seu irmão agora que de certa forma ele se
afastou durante o último século e meio. Acho que agora que foi apontado
que nunca foi dito, eu acho que quando for dito vai ser muito
especifico, deliberado e muito especial. Eu não acho que Elena poderia
dizer: ‘Eu te amo, Damon’, mesmo ela amando, mesmo se ela se tiver
sentimentos profundos por ele, por que ela ainda ama Stefan e respeita
esse relacionamento e se comprometeu no momento em que ela escolheu esse
relacionamento. Você sabe, essa história ainda precisa ser contada para
que eu possa falar sobre isso




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